terça-feira, 12 de junho de 2012

Rindo à toa


Quem ri o tempo todo, desconhece a realidade. Quem não ri nunca, acha que já conhece. Tem uma música do Frejat que diz que "rir é bom, mas rir de tudo é desespero."

Eu tento encontrar uma forma equilibrada de se viver sem sucumbir ao pessimismo ou ao otimismo. Estou falando de algo impossível, eu sei.  O filósofo Luc Ferry escreveu que tão ruim quanto um otimista bobo e feliz é o pessimista infeliz.

O caminho que estou trilhando para isso é encontrar um objeto de amor. E esta é uma das formas que Freud diz que o ser humano procura lidar com as adversidades da vida. Ele fala de outras como religião, narcóticos e a educação para a realidade. Gosto também desta última. Mas o amor me fascina mais. E não estou falando necessariamente de amor romântico ou fraterno, apesar de não excluí-los. Estou falando de um "objeto" de amor. Algo a que a gente se dedique, se empenhe, goste de fazer, etc.

Alguns vão escolher um filho, uma mulher ou um homem.  Outros um trabalho, um hobbie, uma idéia. Não importa. O importante é se dedicar a esse objeto de amor. E amá-lo. Amá-lo desesperadamente. 

Se eu encontrar, farei ser significativo e valer a pena. E se o objeto morrer, partirei para outro. Tento não sonhar demais, não idealizar demais. Procuro não ser realista de menos, nem sonhador demais. Busco ter pés no chão e não rir à toa.

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